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Archive for maio \31\+00:00 2009

O mocinho sobrevive às adversidades, dribla os perigos, conquista a donzela e a salva de um prédio em chamas seguido de um beijo de quatro ângulos diferentes. Aí, logo depois vem o letreiro: “The End” no mais escrachado dos finais felizes.

Clichês que até hoje seguem a risca em tantos blockbusters e enlatados por aí. Classic

Clichês, sim, mas quem não quis um dia bem vivê-los, não é verdade? Quem não quis ser herói ou bandido? Quem não quis ser paixão e ódio? Quem nunca quis ser um espetáculo particular?

 

Eu já quis protagonizar a própria vida com efeitos especiais. Eu já quis ter um amor impossível ou apenas conseguir voar. Já me vi salvando amigos, derrotando inimigos e me sentido bem com isso.  Já fui vilão também, já fiz o que não devia e gostei. Já fui tantos personagens. Na verdade, ainda sou alguns.

Eu já morri também e me vi lá de cima, com um alívio enorme de ter tido a vida que eu queria, com uma felicidade boba de que tudo aquilo, até o último momento, valeu a pena.

 

Só nunca chorei nos finais tristes. Há tanto tempo que não choro. Talvez tenha apenas desaprendido a faze-lo.

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Olho primeiro meus olhos. Estão ali alinhados. Depois olho o cabelo e a barba. Esses dois já não prometem estar comportados, é cada um pra um lado em movimentos que não condizem a nada.

CrushVou descendo para a boca, pulo uma espinha, bato o olho na cicatriz e lembro das demais. Checo elas também, todas bem. Mas espera aí. Tem algo entre os dentes, mas não chego muito perto para ver o que é, apenas coloco uma escova entre eles e me dou por satisfeito.

 

Esse cheiro do espelho me enjoa. É pesado e me faz lembrar de tudo o que eu não gostava em mim. Ou apenas me dá saudades.

Não é saudável chegar muito perto do espelho. Ele lhe mostra detalhes que só você ve, mas que não queria na verdade jamais ter conhecido. É um mundo refletido com detalhes a mostra. Não, não acho ser necessário.

Cada um com suas cicatrizes, são tão bonitas quando não lembramos delas.

 

Só sei que quando sinto seu cheiro, é porque cheguei perto demais.

 

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Enfim, sós! Eu e minhas idéias aleatórias.

 

Depois de tantos anos, depois de tantas idéias e depois de tantos pensamentos, resolvi criar uma morada para que eles não continuem sem rumo. Daí me veio a mente: “Já sei! Vou fazer um blog! Meu, que idéia de gênio e super original!”. Esse pensamento foi lá por volta do ano 2001, onde os blogs estavam ainda na sua rastejante epopéia para um sucesso estrondoso! Para aqueles que lembram do Banheiro Feminino sabem bem do que estou falando. Um blog (que até então era apenas uma palavra inglesa desconhecida) com o dia a dia de uma mulher, ou menina, ou menina-mulher, não lembro! Mas lembro bem que foi um sucesso de acessos, tanto que foi comprado por um Portal On-line meses mais tarde. Quem diria que um diário público iria chamar tanta atenção? Bom, o Big Brother diria.

 

Para mim esse foi o começo de uma Era da não-privacidade. Diversos diários on-line começavam a pipocar pela rede e a incrível necessidade de chamar atenção subia em patamares elevados. Os psicólogos de plantão passaram a reinar na web também, com seus pensamentos filosóficos e elaborados, mesmo que por trás do nick “Dr. Conselheiro” estivesse uma criança de 12 anos de idade.

 

Mas, devaneios a parte, minha primeira vontade de criar um blog foi há quase 10 anos atrás. Quem diria que eu iria empurrar tanto com a barriga?

Coitado de meus pensamentos perdidos, das idéias sem teto e dos planos sem um final feliz.

 

Agora todos tem sua casa para morar! Prometo ser eu mesmo aqui em pensamento. Logo, prometo não fazer sentido nenhum. E se eu o fizer as vezes, peço desculpas. Nem sempre acertamos.

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